domingo, 21 de janeiro de 2018

Novos acordes



Novos acordes



Preciso diluir as mágoas
em qualquer tom
em outro som

refazer aos poucos
a canção
que já cantara

riscar a tela que pintei
de um jeito

trocar as cores
retocar sentidos 
do que vi 

e percebi

[mudar]




Eliana Mora, 02/01/2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Em certos instantes


Em certos instantes



Essa veia que dói
é uma veia de aço
que suprime os desejos
e lança cansaços
no meu corpo


e nele fico a remoer
abraços
signos
percepção do belo

enquanto rebobino
a memória




Eliana Mora, 07/1/2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

Uma espécie de Esperança


Uma espécie de esperança



As voltas que o mundo dá
dão o tom

e os acordes
mudam tudo de lugar

Não fossem elas, amigo
o que seria de um amor desfeito
e de um ardente conceito
de querer 
e de mudar


De um azul que quer o verde
da rosa 
das matas
da lua e do mar

Que seria de nós mesmos
que estamos aqui
por acaso

e [ainda[
com tudo a ganhar?




Eliana Mora, 04/1/2018

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A graça do que podemos


A graça do que podemos


Muitos sentem
[quase todos dizem]
que vivemos num tempo servil
um tempo hostil
onde saímos sempre a procurar aquela alma
bondosa
um sorriso
um gesto delicado
um arremedo de valsa

que bom que podemos ainda
vez em quando
sonhar
trocar a cor de um céu
de uma lua
ou de um mar

que bom que podemos
[ainda]

fazer poesia



Eliana Mora, 27/12/2017

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017



Em/canto



A força do canto
me busca 

me atrai
como se ainda fosse possível nascer
e aí fosse eu ainda ser
a menina


do meu pai




Eliana Mora, 12/12/2017

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Nada de enganos


Nada de enganos



Onde tocam os falsos tambores
e sobem forjados sinais de fumaça
estou eu
a me esconder da vida
quando na verdade
o que eu queria é correr
e abraçá-la
para tecer com ela os mais novos sonhos
e caminhar por eles
até a forma melhor de amor
e aí
transformá-los em meus

[de verdade]



Eliana Mora, 21/12/2017

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Desenho volátil


Desenho volátil




O silêncio
coisa rara
fluida
colorida

Nele
meus sonhos derramam mitos
que morrem todos os dias
nas escuras madrugadas
trincheiras livres
paradas
dos meus sonhos 

quase tudo

[e quase nada]




Eliana Mora, 15/12/2017

domingo, 17 de dezembro de 2017

Talvez em outra Vida


Talvez em outra vida



longe
depois do vai-e-vem de um mar febril
atrás 
além 
adiante
[distante 
onde a vista não possa enxergar
por trás de cortinas transparentes
nuvens 
pétalas gigantes 
oásis prateados
tu
te revelarás


[estarei eu pronta a te aceitar?]



Eliana Mora, jan/2010

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Em mãos


Em mãos



A cabine do céu se abriu.


Lá estavam lindas estrelas
que fotografei no meu sonho
e que aqui deixarei
para cada um
que gostar 


de Poesia.



Eliana Mora, 08/12/2017

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Anestesia


Anestesia


A rota dos sons caminha
se espalha pelos longos mormaços
nos vales à espreita
se espraia se deita
adere qual pernilongo à chama
de qualquer vela
e termina por penetrar
quase fria
nos cantos 

dos contos das fadas
aninhando-se à pouca luz
de um quase

adormecer


Eliana Mora, 18/7/2012

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma forcinha....


Uma forcinha...



no meio das meias
achei um anel

sumira de mim
e apareceu assim
com vontade de andar

[pés-de-meia ajudam!]



Eliana Mora, 04/12/17

sábado, 2 de dezembro de 2017

Uma pedra que disse verdade


Uma pedra que disse verdade



o pedaço de pedra
brilhava ali
em tons dourados

minha imaginação voou
parou ali adiante
viu um belo homem
a me trazer
a flor do seu carinho

olhei por dentro desta cena
para apenas relembrar...
foi isso que meus olhos enxergaram
numa pedra reluzente?

uma verdade bonita
fechada

dentro da minha mente?



Eliana Mora, 26/11/2017