terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma forcinha....


Uma forcinha...



no meio das meias
achei um anel

sumira de mim
e apareceu assim
com vontade de andar

[pés-de-meia ajudam!]



Eliana Mora, 04/12/17

sábado, 2 de dezembro de 2017

Uma pedra que disse verdade


Uma pedra que disse verdade



o pedaço de pedra
brilhava ali
em tons dourados

minha imaginação voou
parou ali adiante
viu um belo homem
a me trazer
a flor do seu carinho

olhei por dentro desta cena
para apenas relembrar...
foi isso que meus olhos enxergaram
numa pedra reluzente?

uma verdade bonita
fechada

dentro da minha mente?



Eliana Mora, 26/11/2017

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Aprendizagem


Aprendizagem



Saudade de voar.


Latitude 500
longitude 1000
parar
acima dos meus próprios sonhos
dizer
em poucas palavras
o que posso ouvir agora
como se fosse um poema bem escrito
bem falado

Voar.


E voltar àquela vida
do meu ninho
com algumas mudanças

[de paisagem]




Eliana Mora, novembro/2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Um desejo bem simples


Um desejo bem simples



Sem conseguir abrir os olhos
tontos de mágoa
loucos por água
pensei
ah como queria estar ali
onde o céu me bastaria
e então
a respirar o ar de cor indefinida
teria você em meus braços
você
ó lua

[a me ninar]




Eliana Mora, 22/11/2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Um palco muito fiel


Um palco muito fiel


Enquanto vivo a promover ensaios
vejo brilhar adiante
alguns cenários


e assim
a recordar aquele palco
em que sempre recitei

e ao vê-lo [ainda] 
vazio 
fiquei sim a imaginar
se ele era 'de aço'

mas calculei cá comigo

por certo vive a mostrar
alguns sinais 

[de cansaço]




Eliana Mora, 04/11/20117

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Terceira via


Terceira via 



Nula idade
pedra solta 
à beira de um rio


fio 

sem sentido 
condutor

memória 

e amor


[liberdade]




Eliana Mora, 07/11/2017

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

De apegos, gritos e silêncios


De apegos, gritos e silêncios



Ouvi o rugido de dentro
aquele que não dá pra confundir
e me peguei a dar voltas infinitas
no mesmo lugar
[mapa estranho]
a desenhar apegos
paradas
conclusões
desassossegos

De repente
aquele grito que era enorme
se guardou
e a voz para sempre se calou
a desenhar pavores
sussurrantes


no silêncio




Eliana Mora, 27/10/2017

terça-feira, 31 de outubro de 2017

V i d a


Vida



por vezes nela penso como algo que tem asas 
unhas até dentes
deusa
a quem nos vamos ofertar
e que ao transformar-se em obra-prima
torna-nos

escravos




Eliana Mora, sem data

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Os véus de muitos Renasceres


Os véus de muitos renasceres



O véu dos fortes
não apenas vai cair sobre teu rosto
mas deslindar 

o que guardado está

O véu dos fortes
esconde o lado sofrido
carente
solitário
que logo [sem chamado]
pode se apresentar

E não há ponto de fuga:
os fortes podem cair
mas não se entregam

Um a um
desenham renasceres
em seu livro

de Vida




Eliana Mora, 24/10/2017

domingo, 22 de outubro de 2017

Os grãos coloridos


Os grãos coloridos



As cores de nós
sempre se mostram muito vivas
a cantar
embora haja tanto sofrimento
por todo lado

Elas
[as cores]
não desistem de viver um bem maior
conseguir a felicidade
da sua tela inteira

Assim
ainda que conquistada 

mesmo

[aos 
poucos]




Eliana Mora, 22/10/2017

domingo, 15 de outubro de 2017

Um pedido [de coração]


Um pedido [de coração]



cinco luas
e um canteiro
flores coloridas
a cobrir
o mundo inteiro
e eu a pedir
na manhã quase vadia
a maneira de fluir
a graça
e o dom de vestir
um coração sem sofrer
com jeito 

de poesia



Eliana Mora, 15/10/2017

sábado, 14 de outubro de 2017

Nada de Misterioso


Nada de misterioso



Aquela luz
acabou incomodando
minha vista latejava
parece que pedia um pouco
de socorro
ou eram apenas saudades
- pozinhos de ti -
ali acumulados
sentires
muitas vezes lá guardados

E assim
passou-se o tempo

Veio o dia de hoje
em que estavas por aqui
em pensamentos meus
e [não vou negar]
depois de muito relembrar
e escrever

chorei




Eliana Mora, 04/10/2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Adaptação


Adaptação



sonatas
ponteios
apontam céu aberto
mas em mim
brilha o deserto
e as aves que mudam de rumo
até onde puderem chegar

dias-noite
em que sou e durmo
e ao som do enredo
construído
por mim mesma
estou a descansar
para no final
renascer

ficar ali

[como pensei]
bem por perto
da perfeita fantasia

que criei




Eliana Mora, 10/10/2017
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