quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Na escrita o amor que jamais Aprendi


Na escrita o amor que jamais aprendi



Como?
como riscar de forma transparente
a frase que não posso repetir?
cinzelada se eterniza, escrita permanece 
como que a guardar o que jamais pude dizer
ou melhor
como que a endeusar a beleza dos sons
que jamais deixara escapar
com tanta naturalidade


Pois que seja!
escrita
falada
pintada à mão 
fotografada
semeada a milho pelo chão
alada
fechada num gravador de fita 

à prova d'água

Seja!
um dia teria de dizer teu nome
e jamais [agora sei]
me arrependerei de tanto estar ali
parada no tempo para (re)viver o amor
que não vingou


Arqueado
antigo
simplesmente guardado


[em meu amor]



©Eliana Mora, 17/02/2009

[Baú]

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