sábado, 30 de maio de 2009





Do eterno de nós


forças destemidas
desprendidas dos moldes
dos baldes de cal
se espalham
regurgitam

queiramos ou não
sempre varrerão nossas entranhas

precisamos de vida
embriaguez feliz e protetora
do fogo
dos lagos
dos bancos de areia

e de todos
todos os espelhos


©Eliana Mora, 29/05/2009

6 comentários:

  1. Gosto desse poema, forte e bem construído.
    Um beijo

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  2. Vindo de ti, é 'gostar duplo'...

    beijo, Deda

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  3. Neste teu poema,um tanto místico, um tanto real, destaco a realidade" queiramos ou não sempre varrerão as nossas entranhas" Soberbo, pois precisamos mesmo " de todos/ todos os espelhos". Muito bem elaborado poeticamente.
    Amei e um bji no teu coração

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  4. Prazer tua presença, e linhas que me emocionaram.
    Sim, precisamos de 'enxergar' para dentro, como se diz.

    beijo em ti, com carinho, Teca

    EL

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Minha poesia agradece.