sábado, 4 de setembro de 2010

Poema de um amor imaginário


Poema de um amor imaginário



chegaste
como quem desce do Céu
corpo de bailarino
aura de menino
[nua
a resplender em torno a ti
qual dança leve

chegaste
a iluminada escada em caracol estava ali
na minha frente
e tu andavas, calmo
em direção a mim

e de repente o ambiente transformou-se em palco
de ternura
teus longos braços estendidos escreviam
a mais bela partitura

[e duvidei viva estar

caminhei para esta onda que se abria
entrei sem medo nela
como se jamais imaginasse outra morada
nem temesse o mar

e o chão tornou-se tela
doce eterna
afresco retirado de capela
banho de sais
algodão doce
luar

e num instante percebi que no tal sonho ia ficar
e me perpetuei naquela imagem
abraçada a ti
ó deus do Céu
dos palcos e do mar

para renascer em outro espaço
sem nenhuma dor
e sem nenhum cansaço

apenas a sentir_o que é amar.




©Eliana Mora, 14/05/2007

3 comentários:

Minha poesia agradece.