quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ladainha de um fundo de mar


Ladainha de um fundo de mar




Recita-me


retira-me daquele esconderijo
en-canto de um profundo mar
onde vivem irmãs de boas águas
paradas nos cálices de noites
onde borbulham faltas e ausências
e onde não há caramujo algum
que saia do seu canto úmido
e que deslize uns dedos longos
pela pele meio fria


do meu corpo




Eliana Mora, três de outubro de 2001

In: Mar e Jardim

2 comentários:

  1. [ladainha em cais acontecido, tão vasto esse mar que canto, tão imenso que cabe dentro dessa poeta mão]

    um imenso abraço, Eliana

    Leonardo B.

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  2. imenso mar e amor pela poesia que por vezes escapa das mãos, como restos da onda de um mar...

    beijo!

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Minha poesia agradece.