terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma alma prática

Uma alma prática



Calada
a minha alma me tocou
e percebeu
o quanto me abatiam os mesmos velhos
medos

e assim
como uma louca
desarrumou aquelas bugigangas e troféus guardados
no armário
junto à minha roupa

despiu-me de repente
cingiu-me docemente

[e me afagou



©Eliana Mora, sem data

2 comentários:

  1. Quanto ao medo:
    "refugiamo-nos no amor..."

    Quanto a alma, um amor!

    Qaunto ao "sem data", carrega consigo a impressão de ser perene, e é!


    Beijos,

    deste P.S.

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  2. [...]Quanto ao "sem data", carrega consigo a impressão de ser perene, e é!

    o teu olhar captou
    o que disseram [em silêncio]
    palavras em sentimento

    beijos.

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Minha poesia agradece.