terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Destroços de um Amor


Destroços de um amor





Sentada numa pedra em frente ao mar
tragava nas pupilas suas ondas
e nelas já se via refletido
aquele vai e vem
sem fim

um som de marulhar no meu ouvido

E elas
as pupilas
perguntavam para onde e como foi que aquele amor
em quase peixe
até se transformara
ou se tornara
aquele tubarão que dava medo

porém em tudo parecia haver segredo

E antes que surgisse um pensamento a mais
a frase se compôs
silenciosa
como estivesse pronta há muito
muito tempo

Destroços não precisam ser achados
estão em nossa alma

ali

guardados 



©Eliana Mora, 2000
In: Mar e Jardim - 2003

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minha poesia agradece.