
Serenata para um deus interior
Dentro de mim sou capital
do meu estado
os asteróides atravessam certo mapa
sutilmente inacabado
num poderoso passeio
iluminado
perpetrado em Luz
Dia claro
noite e lua de mim mesma
projeto de menina
revolução divina
em vida franca assim cruel e peregrina
e uma certa melodia conquistada
permitida por mim mesma
[e consagrada
Solos constantes de cordel em serenata
recitam pétalas de flor
que o vento espalha
e que se nutrem
de alguma paz terrena
A ensaiar um passo solto
[apenas livre
e ainda só
em sua eterna caminhada
©Eliana Mora, 11 de maio de 1999
série Poesia Imortal