
Quase uma fome de vida e de final
Medito.
palavras que inundam minha mente
vestem de flor o meu sudário
[e canto
ainda que o desejo de final
rasgue por inteiro os sonhos de sonhar
lanhe qual verdade minha pele branca
traga de novo desejos
que não vou concretizar
medito;
e as palavras vão crescendo de sentido
navalhas ocas a podar destino para mim que canso,
canso tanto de tentar
os céus desses meus dias são desertos de lírios e luar
a fome continua; e minhas sedes
[uns poucos dias meus a vislumbrar
arrastam-se quase em paralelo
às fontes
como para estar ali : sempre um oásis
a guardar.
Eliana Mora, 02/11/2010