quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quase uma fome de vida e de final


Quase uma fome de vida e de final



Medito.
palavras que inundam minha mente
vestem de flor o meu sudário
[e canto

ainda que o desejo de final
rasgue por inteiro os sonhos de sonhar
lanhe qual verdade minha pele branca
traga de novo desejos
que não vou concretizar

medito;
e as palavras vão crescendo de sentido
navalhas ocas a podar destino para mim que canso,
canso tanto de tentar

os céus desses meus dias são desertos de lírios e luar
a fome continua; e minhas sedes
[uns poucos dias meus a vislumbrar
arrastam-se quase em paralelo
às fontes

como para estar ali : sempre um oásis
a guardar.




Eliana Mora, 02/11/2010

6 comentários:

  1. A poesia é um oásis a guardar. Quase uma fome de vida e de final? De eterno, de transcendência.
    Salve, Eliana. Um beijo.

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  2. eternizo-me aqui, em tuas letras.

    beijo, JC.

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  3. O Templo Sagrado do teu olhar abre portas a meu caminhar. Reabre-se para se eternizar mil desejos de bem-quereres, resquícios, os meus, entre plenos oásis miraculosos aonde se buscam as sedes, sabes da vindoura colheita aonde vivem as letras, aonde cadenciadas se estendem para ser Poesia e Prosa num só dia. Valha-nos a Poesia que da mente em tuas mãos sobressai como pétalas girando, peregrinas em busca de um simples raio de Sol, se te desejo em Poesia, és em ti própria uma Mulher de Desejos, de sonhos completos... o mais, tu a cada instante descobres porque irmanas em haste de florete a vitória da Literatura.

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  4. ou descubro, na força das palavras, onde encontrar pessoas como tu.

    obrigada, muitos beijos,

    El

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  5. linda porém compexa para mim...

    joey kinser

    a fonética dos versos e os substantivos livres é que me traz prazer ao lêr

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  6. CARO jOEY

    cADA UM COMO CADA...Mas minha alegria é ver-te de vez em quando aqui!

    abraço!

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Minha poesia agradece.