Mentiras de Poeta
sim
há sempre uma forma
um desejo um desenho
um destino
uma aurora
há sempre um dado e um canto
um parto um porto
e um santo
há sempre a hora do sonho
de estar bem vivo
ou morto
Em verdade
da verdade somos pouco sabedores:
mentimos que foi-se a sorte
que a dor
é só do poeta
é só do poeta
que temos até
amores
Eliana Mora, 20/10/2007
Poema do Baú 