sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mentiras de Poeta





Mentiras de Poeta


sim
há sempre uma forma
um desejo um desenho
um destino
uma aurora
há sempre um dado e um canto
um parto um porto
e um santo 
há sempre a hora do sonho
de estar bem vivo
ou morto
Em verdade
da verdade somos pouco sabedores:
mentimos que foi-se a sorte
que a dor 
é só do poeta
que temos até
amores


Eliana Mora, 20/10/2007
Poema do Baú

4 comentários:

  1. Tenho lido teus poemas e aposto grande na tua sensibilidade. Parabéns!!

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    1. Muito gostei de ver-te por aqui, e agradeço as palavras, Noelle.

      Um abraço!

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  2. [se o poeta mente enquanto dançam as palavras, como sopro, redopio ou invento,

    então que minta o poeta, porquanto seja verdadeiro!]

    um imenso abraço, Eliana

    Leonardo B.

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    1. caro Leonardo, sim, que minta, tergiverse, principalmente que sinta, e muito profundamente, todas as coisas....

      beijo e abraço, da
      Eliana

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Minha poesia agradece.