
Sempre há
sim há sempre a forma
um desejo um desenho
um destino
uma aurora
há sempre um dado e um canto
um parto um porto
um santo
há sempre a hora do sonho
de estar bem vivo
ou morto
e na verdade
da vida somos pouco sabedores:
mentimos que foi-se a sorte
que a dor é só do poeta
[que temos até
amores
Eliana Mora, 2010