quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sempre Há


Sempre há



sim há sempre a forma
um desejo um desenho
um destino
uma aurora

há sempre um dado e um canto
um parto um porto
um santo

há sempre a hora do sonho
de estar bem vivo
ou morto

e na verdade
da vida somos pouco sabedores:
mentimos que foi-se a sorte
que a dor é só do poeta


[que temos até
amores



Eliana Mora, 2010

12 comentários:

  1. puxa vida, que poema bonita, me encanta sempre seus versos, Eli é sempre bom estar aqui,

    =)


    beijo,
    G.

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  2. Já dizia Pessoa: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente".

    Beijo, El.

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  3. Palavras que recebo com carinho

    beijo.

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  4. Nem tenhas dúvida; pensa que pensa que sente...

    beijão.

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  5. Que aceitemos os subterfúgios que nos cabem, que seu poema bem diagnostica. E que poema bonito!!!

    Abraços!

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  6. o poema e os 'subterfúgios' te agradecem [que direi do que respondes?]

    beijo!

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  7. Ótimo! Fiquei encantada com as tuas letras, Eliana.

    Beijomeupravocê

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  8. fingindo, fingindo, acaba por sentir...vira psicossomático :))
    gostei,muito.voltarei porque fiz-me seguidora.
    1 abraço

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  9. Sylvia, obrigada!

    Nos veremos mais! Beijão!

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  10. Não é que vira? ;-)

    Um beijo, até breve!
    El

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  11. Lindo El,

    Assim é a tua poesia, um estado de emoções!

    beijo bom

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  12. Ana querida,

    Mais que isso, ter-te aqui, e ao lado: muito amor e mar.....beijo!

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Minha poesia agradece.