De mentes, gaiolas e pássaros antigossaber da tua quase companhia
a luta por tirar do dia-a-dia as marcas da tua tatuagem
que não
não saem nunca
a mente a embarcar no som de volta
à ilha do passado
um barco já sem mar, sem fantasia
o medo de atracar
do isolamento
medo de ficar estagnada em mais algum
tormento
pensamento - pássaro
volta para mim
gaiola não terás, mas cuidarei de ti como jamais
[alimento da alma]
viva ainda estou
para que possa apascentar enfim meu pequenino gado
e repousar em meio a flores
num deitar de sol.
Eliana Mora, outubro/2011