sábado, 19 de novembro de 2011

De mentes, gaiolas e pássaros antigos

De mentes, gaiolas e pássaros antigos



saber da tua quase companhia
a luta por tirar do dia-a-dia as marcas da tua tatuagem
que não
não saem nunca

a mente a embarcar no som de volta
à ilha do passado
um barco já sem mar, sem fantasia
o medo de atracar
do isolamento
medo de ficar estagnada em mais algum
tormento

pensamento - pássaro
volta para mim
gaiola não terás, mas cuidarei de ti como jamais
[alimento da alma]

viva ainda estou
para que possa apascentar enfim meu pequenino gado
e repousar em meio a flores

num deitar de sol.




Eliana Mora, outubro/2011

4 comentários:

  1. Muito bonito e sentido, El. Hoje chove muito cinzento aqui, e o vento...Foi bom ler-te.

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  2. Mas que delícia ver-te de novo...e que palavras!
    [aqui o vento resmunga, grita - até]

    beijo, carinho, obrigadas
    El

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  3. Destes seus versos ressuma beleza, El.
    Gostei de te-los lido.

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  4. Obrigada, João.

    E eu gostei de tê-lo aqui.

    beijo.

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Minha poesia agradece.