terça-feira, 13 de outubro de 2009

Como é bom saber trocar de Instrumento




A velha harpa
luta para desfazer-se de amareladas pautas
para beijar o novo
o improviso

sons
que possam espalhar-se pelos ares
sem que a seu peso tenham sempre mais
que se render

não mais se ater
a dedilhar aquelas formas abstratas


como se fossem tótens




Eliana Mora, dois de março/2006

6 comentários:

  1. Que poema lindo... Talvez eu devesse trocar a harpa pela guitarra espanhola... risos

    Esse teu jeito de falar as coisas é dom divino!

    Beijos mil

    Ada

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  2. E não é uma boa (in)direta??

    Oh, Ada, que delícia te ouvir,,,na verdade, 'calou' bem, hoje...

    beijos mil
    El

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  3. totéms de sons e de sentires.

    o poema-animal de poder/ canto / grito

    grande abraço
    jorge

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  4. Que beleza!

    E assim, no 'grito', agradeço, poeta.

    beijos
    El

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  5. estou gostando dos seus poemas. este me lembrou a história do contrabaixo jazzístico: no início, tocava-se com o arco (o que dificulta sobremaneira o swingado), até que um arco se quebrou e o contrabaixista teve que se virar no pizzicato - resultado: hoje nenhum contrabaixista toca jazz com arco, são os dedos direto na corda.

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  6. Mas que interessante: ganhamos nós, creio eu [o som é inconfundível...].

    Obrigada e um abraço!

    El

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Minha poesia agradece.