sábado, 5 de junho de 2010

Ele nasce de um amor desconhecido


Ele nasce de um amor desconhecido



quase indestrutível
intradérmico
intravenoso

o poema dorme em feitios sagrados de noites
e de dias túrgidos
qual mucosa de mulher apaixonada
uma placenta

nas diferentes conchas detentoras de sentidos
e de sabores e ruídos
forma-se
cresce

[o poema fala_antes de nascer]



Eliana Mora, 05/5/2010

6 comentários:

  1. bom, hein? inda mais para mim que rumo na enfermagem.

    beijo

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  2. Fazendo o sangue borbulhar...

    Belo poema

    abraço

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  3. "o poema quase fala_antes de nascer" - que bonito isso!
    Sim, dá pra sentir o poema nascendo, se fazendo.

    Um beijo, Eliana.

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  4. Obrigada, Ragi

    Um poema sempre pode "curar..."

    beijo

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  5. Gracias, Juan

    obrigada pelas palavras e abraços.

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  6. sim, dá para sentir como algo
    que não se sabe o que é, quando vem,
    e há quanto tempo está...ali

    beijo.

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Minha poesia agradece.