domingo, 19 de dezembro de 2010

Decreto de um tempo bem de agora


Decreto de um tempo bem de agora


Quando os ossos decidem transformar-se
em cristal fino
podes dizer adeus às pernas e pés de pedra
fontes de domínio
fronteiras da tua fortaleza
aí vais contar contos e escrever de cima para baixo
as letras de um quebra-cabeça
e eles, pinos de mesa
palitos ambulantes que se podem partir à tua revelia
pedem para que sorvas o senso de tempo
assim, devagarinho
[ainda que não queiras]



Eliana Mora, 17/12/2010
Para uma simples osso partido [do meu pé]

2 comentários:

  1. Um simples osso do pé que se partiu e solta-se fabulosa a inspiração num bom poema.
    Parabéns e Feliz Natal.
    Bjitos

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  2. Deve ser 'loucura' minha..
    beijos, o mesmo a ti!

    El

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Minha poesia agradece.