quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A realidade que vive nas cores dos Vitrais


 A realidade que vive nas cores dos Vitrais



Não sei se no instante de alguma tempestade
algum raio perdido, isolado
do núcleo da eletricidade
atingiu meus fusíveis internos

sei que eles se grudaram
juntaram-se em massa disforme
- e de repente consagra-se a mim
uma visão de não-eternidade

naquele momento
segundo instante do acontecimento
percebo-me a jogar por terra o poder
da indestrutividade

pego-me a vestir a fantasia real de Ser humano
que jazia
embolorada e esquecida
no canto delirante de um armário

e acordo :
olho de frente o que de mim restara
nos vitrais de minha obra
inacabada. 



Eliana Mora, 15/1/2012

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada, Moisés poeta, bom te ver novamente, e com tais palavras...

      beijos,
      Eliana

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  2. Oi, Eliana,

    voltando por aqui depois de um recesso longo (excesso de trabalho!), adorei os vitrais: colagens da natureza da alma!

    Abraço,

    Araceli

    www.pedradosertao.blogspot.com

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    Respostas
    1. ..e eu adorei te ver aqui, com tua alegria e espontaneidade, Araceli!

      beijo, obrigada,

      El

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Minha poesia agradece.