
Sob regência de um deus desconhecido
ramos
desenhados pelas veias
entornam em nosso coração pequenas árvores
interligadas pela cor
outros tantos pousam lá no cérebro
atentos espalmados
como riscos costurados em bordados
há séculos atores em roupas delicadas
criadas em mãos das prováveis artesãs
como notas
todas a indicar aquele mapa do caminho
em que possam se juntar
lentos e leves
sem sequer exagerar em seus tiques
e tons
e assim
como que a possuir um bom maestro
não sair atrás de mais segredos
mas apenas dos que sabem necessários
para não corromper a unidade
e a beleza
daquela sinfonia
Eliana Mora 16/07/2009
Muito bem, El. Há uns vinte séculos atrás, um apóstolo de nome Paulo se dirigia a um povo em tudo religioso para falar do Deus Desconhecido, num célebre exórdio.
ResponderExcluirAqui, a retomada de antigo tema tem roupagem toda nova.
Disso entendes, que sei...pois a honra é toda minha, pelo poema te 'transportar' a tal episódio.
ResponderExcluirAve, João!
beijos e obrigada
El
Belo poema, El! A tua intimidade com as palavras é algo indescritível, divino, eu diria! Que mais posso fazer, além de ler e aplaudir?
ResponderExcluirBeijos muitos
Ada
Tu bem a conheces, Ada...
ResponderExcluirFico feliz, recebo teu calor poético com alegria...
beijos da El
Bela escrita, muita sensibilidade e muito bom gosto!
ResponderExcluirParabéns por este charmoso blog!
Assim passas a me conhecer - e eu, a te agradecer!
ResponderExcluirbeijos e abraços
El