
O lírio e o último poema
um poema de amor num pergaminho escreveria
longo
quase uma Ode ao sonho que perdi
e antes de soltá-lo ao vento do deserto
recitaria de maneira teatral
vestes longas
sandálias cor de couro
sob as bençãos do deus Sol
tocha dourada
clave de sol como cenário
em lírio branco me transformaria
ao deitar-me nas areias
para acordar para sempre
uma divina flor
©Eliana Mora, 13/9/2008
do Baú para o dia Mundial da Poesia
sorver a última gota do lírio branco na sinfonia de uma aurora infinita; sobram as pétalas tatuadas no olhar.
ResponderExcluirpétalas calmas
ResponderExcluirrosadas, frescas
como um sorriso...