domingo, 12 de junho de 2011

A natureza incerta dos desejos meus


A natureza incerta dos desejos meus



gotas de desejo recolhidas de manhã
possuem traços de beleza meio estranha
suaves, são ao toque como renda

quase imperceptíveis quanto algas
lembram também as margens de um rio
que se alteram com a chuva intermitente
e vão ficando levemente sinuosas

desejos meus podem ser vistos como restos
de um adeus
podem ser partes de um passado que se esconde
ou faces de um narciso
[quase mito de si mesmo

na verdade esses desejos são tesouros escondidos
meio reféns
de um amor pouco vivido

dormem há anos em um cofre sem segredo
junto a algumas flores secas
e poemas

que dizem tudo aquilo que aqui

não digo



©Eliana Mora, 02s/12/2007
[Baú]

8 comentários:

  1. esta tua poesia disse muito ao meu coração! beijos

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  2. Tua 'passagem' por aqui sempre alegra o meu, Lá.

    beijo,
    El

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  3. Olá, Eliana,

    Passando para ver sua delicadeza em versos! Abraço. Araceli

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  4. Um bom astral no meu dia, Araceli; meu carinho a ti.
    El

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  5. Oi Eliana,

    Fica sempre o sabor, o gosto de quero mais na alma ao 'saborear' a leitura dos teus versos.

    Parabéns, poeta.

    bjs/Madá.

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  6. Cara Madá

    Que bom saber; sempre bom também recebê-la por aqui.

    beijo. El

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  7. Oi Eliana
    Um poema suave lindo e delicado refrescando minha memória nesta manhã.
    Tudo de bom
    Mil beijos
    Mil cores

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  8. Iracema

    Melhor o que há, se não uma 'viagem' a ela [memória]
    - momento feliz, em cenário de escolha nossa...


    obrigada e beijo,

    El

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Minha poesia agradece.