quarta-feira, 10 de agosto de 2011

De escravos, rosas e pendores líricos

De escravos, rosas e pendores líricos



A lira não tocou:
desinventei aos gomos e ganas minha dor
e dos destroços de uma história de outro tempo
[talvez medieval
ensaiei alguns acordes de um concerto tosco
barroco, espacial
para dizer - sem versos desta vez -
de pétalas, raízes, veias, grãos e cal
o sal da minha vida.

Que a cada dia explode por meus poros
que a cada poro perco um sem contar de gotas
ou esporos
e flor - ou quase estátua -
brava,
sempre,

ainda recupero.




Eliana Mora, 31/7/2011

4 comentários:

  1. E os pendores líricos se equiparam as rosas, sempre prontas a embelezar o mundo.
    Bjos

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  2. Que ambos cubram céus e terra, e que o aroma chegue a todos nós. beijo.

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  3. Oi, El
    faz tempão que aqui não vinha, valeu a leitura deste post, onde entre outras coisas mais, seu pendor se explicita.
    Tudo de bom pra você.
    A gente ainda se revê na blogosfera.

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  4. De há muito não sei de ti, obrigada pelo 'pouso', saudades, João!

    [e beijos]
    El

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Minha poesia agradece.