
Kyrie
As vias do meu corpo
dutos esvaziados de emoção
choram
onde?
onde todos os anéis do meu saturno?
onde as reverências
referências às mais belas áre(i)as do meu corpo
onde a pátria de mim?
em que porto fui parar se ainda quero tanto
os dons da minha pena
quero dizer à minha alma plena
[muito cedo órfã dos abraços
que me sei
tanto sei
que aqui estou a ser poesia no pranto de Mozart
e em todos os que vêm do limo
[até do limbo
lugares onde brancos lírios muitas vezes
brotam
e saem
aos gritos de Kyrie
a negar piedade aos meus destroços
Vida
à vida de mim!
[seja assim]
Amém.
Eliana Mora, 20/02/2010
Série Dedicadas
[das trevas e cinza também se fabrica a luz do mundo; não é negra, a tinta que ilumina a letra?]
ResponderExcluirum dez cem meus abraços, Eliana
Leonardo B.
E assim seja(s)! Bela poesia. Bjs
ResponderExcluir'Um querer que não se ofusca
ResponderExcluirÉ como segue o ente humano
Que tudo quer e a tudo busca
Na proporção de um oceano'
Francisco de Sousa Vieira Filho
;)
e de tintas e de canções, de laços e ilusões, luz, treva
ResponderExcluirbeijo,
Eliana
Obrigada, Fran, adorei te ver aqui
ResponderExcluirbeijo
continuemos, pois!
ResponderExcluirbeijo
... forte...
ResponderExcluir...sincero...
ResponderExcluirPassando com meu Spirituals, Eliana
ResponderExcluir"brancos lírios
aos gritos de Kyrie
a negar piedade
aos meus destroços"
é um dos trechos mais belos que já li em poesia. Tive um leve arrepio, coisa rara.
bj e muito grata!
Uma honra para mim, e aqui
ResponderExcluiro digo
te abraço, Neuzza
El